segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SOU PADRÃO AOS DEMAIS?


 
Temos de convir em que é um fato que há pessoas mesquinhas no uso de palavras de bondade e animação para com o próximo. O indiferentismo permeia as relações humanas no lar, no trabalho, na sociedade e em toda parte. Esquecemos com frequência que nossos semelhantes necessitam de força e animação. O escritor Constancio Vigil escreveu o seguinte: “De pouco servem todas as Tomadas de Bastilhas enquanto permanecem de pé as torres de marfim que abrigam o orgulho e a soberba e de onde esquece o homem que o humano e o divino é ter dó dos que estão por terra e ajudar tais pessoas a se erguerem”. Há uma tendência para colocar-nos como padrão aos nossos semelhantes e esperar que eles sigam o critério que seguimos.

Ouvi o dono de um apiário (instalações de criação de abelhas e produção de mel) insistir com um empregado seu, de pouco tempo, para que o novato produzisse tanto quanto ele. O dono há mais de trinta anos fazia esse mesmo trabalho e se considerava do tipo padrão aos demais empregados. Porque o inexperiente embora esforçado rapaz não produzisse como ele, o proprietário o criticava e se mostrava descontente. Em outras palavras, o dono do apiário punha-se como norma e se fazia critério!
O moço me falou que a atitude do dono em nada o ajudou, mas que o deixou revoltado e pronto tomou a decisão de deixar aquele emprego.
Padrão não se impinge, não se força, mas se exemplifica. “Sigam o exemplo de Deus em tudo quanto fizerem, tal como uma criança muito amada imita seu pai.” (Efésios 5:1).

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